Davidson Castro Personal Trainer

January 28, 2022 at 4:11 pm

Por que algumas pessoas tendem a sabotar o exercício físico?

Por que algumas pessoas tendem a sabotar o exercício físico?

Atualmente é bem difundida pelas mídias e redes sociais que movimentar o corpo é bom. Qualquer pessoa com o mínimo de informação sabe disso, porém nem sempre estamos dispostos a separar um tempo específico na jornada diária para pratica de alguma modalidade esportiva ou outro exercício físico. Muitos Pesquisadores modernos, ao falar do exercício utilizam a expressão “poli pílula”, devido ao fato de ser um medicamento não farmacológico, que combate e previne uma série de doenças, sendo essencial na promoção da saúde.

Isto quer dizer que ele atua nos nossos diversos sistemas: Cardiovascular, nervoso, endócrino, respiratório, musculoesquelético, articular, digestório, imunológico e outros, de maneira a trazer diversos benefícios como:

– Redução da pressão arterial,

– Diminuição frequência cardíaca de repouso,

– Melhora da ventilação pulmonar,

– Aumento da sensibilidade a insulina e aumento da tolerância a glicose,

– No sistema nervoso ajuda a combater doenças degenerativas,  estresse e doenças como a depressão e os transtornos de ansiedade.

Além disso, diversos estudos mostram que o exercício estimula a neurogênese (processo de nascimento de novos neurônios) e sinapses (novas conexões neurais), isto ajuda a manter capacidades cognitivas como aprendizagem, atenção e memorização. Por isso, a importância da Educação Física e esportes na escola desde os anos iniciais da infância na vida escolar até a terceira idade para manutenção de uma vida saudável.

Todos nós queremos tudo isso, mas porque nos sabotamos tanto?

 

 

 

 

 

 

 

Há um estudo publicado no The Journal of Physiology que afirma que a explicação pode estar na genética. Booth e colegas separaram ratos em dois grupos: Grupo 1 adepto da corrida e Grupo 2 preguiçosos. Eles fizeram o cruzamento entre os grupos e descobriram que após dez gerações, os ratos da linhagem de “atletas” se exercitavam aproximadamente dez vezes mais que os de ascendência sedentária. Quando examinaram o cérebro dos roedores, constataram que a área responsável pela sensação de recompensa mostrava alteração celular e maior desenvolvimento nos ratos praticantes de exercícios, isto indica que o primeiro grupo tinha mais prazer em fazer corrida que os outros. O neurotransmissor responsável pela sensação de recompensa é a dopamina. É claro que o estudo não encerra a questão, pois o próprio autor, Booth, doutor em fisiologia do esporte afirmou que todos os animais usados no estudo foram forçados fazer exercício durante um período e é muito provável que isso tenha causado alterações neurológicas. Particularmente penso que pode haver tanto uma evolução dos genes, no sentido da pessoa passar a fazer exercícios e transmitir isto aos seus genes ou uma involução, não fazer nada e se tornar um sedentário transmitindo isto para gerações seguintes.

Outra questão que podemos apontar é que o cérebro sempre tenta arrumar um jeito de facilitar as coisas para nós, a fim de consumir o mínimo de energia possível. É possível reparar isto no dia-dia ao atender meus alunos que ao fazer determinados exercícios começam a ceder facilmente e observo falhas técnicas precocemente, pois um bom desempenho no treinamento também depende de um bom estado mental, pois costumo dizer que o encéfalo (cérebro mais tronco encefálico) é o QG (quartel general) do corpo humano. Ele comanda tudo, a pessoa pode ter muita força, mas se não houver motivação não vou conseguir como treinador obter o máximo do meu cliente ou atleta.

O Professor Nuno Cobra costuma dizer: “O exercício é uma agressão ao corpo” e por isso é necessário dar estímulos moderados, saber como o pessoa está psicologicamente naquele dia, como está sua motivação e prepará-lo mentalmente para estar em condições de receber o treinamento adequado para ter o melhor rendimento. Então o conselho é que mesmo com o seu sofá o abraçando quando chega em casa, após um dia exaustivo de trabalho, se esforce para tomar a decisão de fazer sua atividade física. O mais difícil é começar, depois que você começa, saiba que a parte mais difícil já passou.

No início de um programa de treinamento pode ser desconfortável e doer, mas conforme vai melhorando seu condicionamento seu cérebro vai se adaptando, pois depois que a endorfina é liberada no sangue, assim como outros neurotransmissores como a dopamina responsável pela sensação de recompensa e a serotonina pelo humor. Começamos a gostar e então passa a valer a nossa consciência em cuidar de nós.

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