24/06/17 Esporte , Musculação , Saúde , Treinamentos

Por que algumas pessoas tendem a sabotar o exercício físico?

Por que algumas pessoas tendem a sabotar o exercício físico?

Atualmente é bem difundida pelas mídias e redes sociais que movimentar o corpo é bom. Qualquer pessoa com o mínimo de informação sabe disso, porém nem sempre estamos dispostos a separar um tempo específico na jornada diária para pratica de alguma modalidade esportiva ou outro exercício físico. Muitos Pesquisadores modernos, ao falar do exercício utilizam a expressão “poli pílula”, devido ao fato de ser um medicamento não farmacológico, que combate e previne uma série de doenças, sendo essencial na promoção da saúde.

Isto quer dizer que ele atua nos nossos diversos sistemas: Cardiovascular, nervoso, endócrino, respiratório, musculoesquelético, articular, digestório, imunológico e outros, de maneira a trazer diversos benefícios como:

– Redução da pressão arterial,

– Diminuição frequência cardíaca de repouso,

– Melhora da ventilação pulmonar,

– Aumento da sensibilidade a insulina e aumento da tolerância a glicose,

– No sistema nervoso ajuda a combater doenças degenerativas,  estresse e doenças como a depressão e os transtornos de ansiedade.

Além disso, diversos estudos mostram que o exercício estimula a neurogênese (processo de nascimento de novos neurônios) e sinapses (novas conexões neurais), isto ajuda a manter capacidades cognitivas como aprendizagem, atenção e memorização. Por isso, a importância da Educação Física e esportes na escola desde os anos iniciais da infância na vida escolar até a terceira idade para manutenção de uma vida saudável.

Todos nós queremos tudo isso, mas porque nos sabotamos tanto?

 

 

 

 

 

 

 

Há um estudo publicado no The Journal of Physiology que afirma que a explicação pode estar na genética. Booth e colegas separaram ratos em dois grupos: Grupo 1 adepto da corrida e Grupo 2 preguiçosos. Eles fizeram o cruzamento entre os grupos e descobriram que após dez gerações, os ratos da linhagem de “atletas” se exercitavam aproximadamente dez vezes mais que os de ascendência sedentária. Quando examinaram o cérebro dos roedores, constataram que a área responsável pela sensação de recompensa mostrava alteração celular e maior desenvolvimento nos ratos praticantes de exercícios, isto indica que o primeiro grupo tinha mais prazer em fazer corrida que os outros. O neurotransmissor responsável pela sensação de recompensa é a dopamina. É claro que o estudo não encerra a questão, pois o próprio autor, Booth, doutor em fisiologia do esporte afirmou que todos os animais usados no estudo foram forçados fazer exercício durante um período e é muito provável que isso tenha causado alterações neurológicas. Particularmente penso que pode haver tanto uma evolução dos genes, no sentido da pessoa passar a fazer exercícios e transmitir isto aos seus genes ou uma involução, não fazer nada e se tornar um sedentário transmitindo isto para gerações seguintes.

Outra questão que podemos apontar é que o cérebro sempre tenta arrumar um jeito de facilitar as coisas para nós, a fim de consumir o mínimo de energia possível. É possível reparar isto no dia-dia ao atender meus alunos que ao fazer determinados exercícios começam a ceder facilmente e observo falhas técnicas precocemente, pois um bom desempenho no treinamento também depende de um bom estado mental, pois costumo dizer que o encéfalo (cérebro mais tronco encefálico) é o QG (quartel general) do corpo humano. Ele comanda tudo, a pessoa pode ter muita força, mas se não houver motivação não vou conseguir como treinador obter o máximo do meu cliente ou atleta.

O Professor Nuno Cobra costuma dizer: “O exercício é uma agressão ao corpo” e por isso é necessário dar estímulos moderados, saber como o pessoa está psicologicamente naquele dia, como está sua motivação e prepará-lo mentalmente para estar em condições de receber o treinamento adequado para ter o melhor rendimento. Então o conselho é que mesmo com o seu sofá o abraçando quando chega em casa, após um dia exaustivo de trabalho, se esforce para tomar a decisão de fazer sua atividade física. O mais difícil é começar, depois que você começa, saiba que a parte mais difícil já passou.

No início de um programa de treinamento pode ser desconfortável e doer, mas conforme vai melhorando seu condicionamento seu cérebro vai se adaptando, pois depois que a endorfina é liberada no sangue, assim como outros neurotransmissores como a dopamina responsável pela sensação de recompensa e a serotonina pelo humor. Começamos a gostar e então passa a valer a nossa consciência em cuidar de nós.

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15/06/17 Esporte , Saúde # , , , ,

O perigo de ser um atleta de fim de semana: Porque é possível fazer uma atividade física do fim de semana e quais os riscos.

O perigo de ser um atleta de fim de semana: Porque é possível fazer uma atividade física do fim de semana e quais os riscos.

É comum nos fins de semana ver pessoas nos parques, nas praças e espaços abertos para o lazer fazendo o seu jogging, caminhada, atividades recreativas ou praticando algum esporte como o futebol. É possível você praticar alguma atividade física apenas nos fins de semana. No entanto, é necessário enfatizar que também é verdade que há riscos de ser um atleta a cada 5 (cinco) ou 6 (seis) dias. Por exemplo, a sua chance de sofrer uma lesão é maior que uma pessoa que pratica mais vezes por semana ou se prepara para fazer algum esporte.

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11/06/17 Eventos , Notícias

Participação no IV Fórum científico da EsEFEx

Participação no  IV Fórum científico da EsEFEx

Hoje, 10/06/2017 estive no IV Fórum científico da EseFex e além de temas relacionados a iniciação esportiva e o alto rendimento no esporte militar. Tive o privilegio de assistir palestras de excelentes professores como do Prof. Dr. Markus Nahas, já aposentado da UFSC que falou sobre Atividade física, saúde e qualidade de vida. Sendo ele um dos Pesquisadores mais antigos no Brasil neste tema, autor de diversos artigos e livros que tive a oportunidade de ler alguns de seus materiais durante a graduação. A Professora do IPUB Bruna Velasques que falou sobre os aspectos da Neurociência aplicados a aderência de atividade física e do Major Keese que me trouxe novidades com suas pesquisas e me ajudou a relembrar muitos conceitos das respostas cardiovasculares ao exercícios físicos. Seus trabalhos, com uma vasta referência biográfica mostrou que o Treinamento concorrente de exercícios aeróbicos combinados com Treinamento contrarresistência apresentam os mesmos níveis de hipotensão aguda pós-exercício em relação a uma sessão de Treinamento aeróbico. O ponto a se destacar sobre o que foi falado pelo Professor Nahas, foi um estudo que mostrou o impacto dos quatro comportamentos saudáveis na mortalidade de homens e mulheres, que são: Não fumar, ingestão moderada de álcool, consumo de frutas e atividade física. Ele mostrou que as pessoas que praticaram estes quatro comportamentos saudáveis, em 11 anos de follow up (acompanhamento), o risco de morte é 4 vezes menor e a pessoa vive em média 14 anos a mais do que as outras.

 

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09/06/17 Nutrição , Saúde , Treinamentos , Uncategorized # , ,

Emagrecimento: O que fazer?

Emagrecimento: O que fazer?

Emagrecimento, perda de peso ou especificamente perda de massa* gorda é assunto muito importante devido à obesidade ser considerada um dos maiores problemas de saúde pública no mundo segundo a OMS (Organização mundial de saúde), A projeção é de que em 2025, cerca de 2,3 milhões de adultos estejam acima do peso e mais de 700 milhões sejam obesos. No Brasil, um levantamento feito em 2015 pelo IBGE mostrou que quase 60% dos brasileiros estão acima do peso.  Então vou lançar uma pergunta para você: Qual a principal parte do seu corpo que deve emagrecer?  Você deve ter pensado a barriga, ou se é mulher, os meus quadris (popularmente chamado de “culote”).

Muitas pessoas dizem: “Professor, minha alimentação é ótima e faço exercício, mas não consigo perder peso”. Na maior parte dos casos, os clientes enquanto leigos não sabem ao certo o que é uma alimentação ótima e pensam que quanto ao exercício, basta subir numa esteira e sair correndo ou caminhar uma hora. Contudo, não é tão simples assim, e é necessário estabelecer uma dieta e um programa de treinamento adequado para aquela pessoa. Há três fatores que irão influenciar o balanço energético que segue abaixo:

– Superestimar o gasto calórico, subestimar ingestão calórica e Taxa metabólica de repouso:

A pessoa pensa que caminhar de 30 minutos a 1 hora será suficiente para queimar todas as calorias que consumiu, sem levar em consideração o consumo calórico diário que ingeriu por meio das refeições, em especial os alimentos ricos em carboidratos e carregados em açucares, em especial, os refinados que são os piores e causam dependência.

A atividade física leve e moderada não tem um gasto calórico alto, mesmo que seja de longa duração, pois é necessário dar um estímulo cardiometabólico com intensidade forte, a fim de que se tenha um consumo de triaciglireróis alto após o exercício num processo chamado de EPOC (sigla em inglês que significa excesso de consumo de oxigênio pós-exercício). Este processo vai permitir a utilização de ácidos graxos e gliceróis como fonte primária de energia, que vai influenciar na taxa metabólica de repouso, assim; seu organismo vai acelerar mais seu metabolismo para manutenção das funções vitais dos tecidos e células, devido às cargas que estão sendo aplicadas ao seu corpo e isso faz com que passe por um processo chamado de supercompensação. O que faz com que seu corpo se recupere e se prepare para receber uma sobrecarga igual ou mais forte. Nisso, a estruturação do treinamento desportivo usa o princípio da progressão na periodização clássica, para que esses níveis sejam alcançados passo a passo, conforme a metodologia. Além das taxas de triacigliceróis, também são reduzidas com o exercício, as taxas de colesterol e glicose, com uma melhora da resposta da captação da insulina.

– Balanço calórico:

É necessário fazer um balanço calórico negativo controlando a ingestão de alimentos associado ao exercício físico. Não adianta fazer apenas um programa de treinamento e desprezar uma boa dieta, é necessário fazer uma reeducação alimentar, pois a maioria dos estudos mostra que o exercício tem menor impacto no processo de emagrecimento da pessoa, mas a dieta mostra melhores resultados. O exercício vai trabalhar acelerando o metabolismo, utilizando os substratos energéticos, os macronutrientes de acordo com o que ingeriu. Contudo, é preciso comer os alimentos certos e excluir os errados conforme a orientação do nutricionista para que o emagrecimento ocorra de maneira saudável.

Um hamburger duplo de 100 gramas por exemplo, tem 295 calorias e uma fatia de pizza quatro queijos varia entre 350 a 420 calorias, além disso, tem os doces que você gosta de comer, como aquela sobremesa preferida e chocolates. Pega tudo isso mais as refeições. Soma a quantidade calórica no fim do dia e veja quanto ganhou. Será que 30 minutos a 1 hora de exercício vai consumir todo o excesso? Certamente não. Não se trata de nunca mais na vida comer nada disso, é preciso pagar pela sua sobremesa favorita a fim de não ter prejuízos com a saúde. Também, deve-se evitar comer sempre e quando fazê-lo, que seja com moderação.

É necessário que o Profissional de Educação física prescreva exercícios dentro nível de treinabilidade e limites de segurança do praticante, respeitando a individualidade biológica e os demais princípios para otimizar o consumo calórico durante o ciclo de treinamento determinado que pode variar de 4 a 8 semanas dependendo do caso. Uma recomendação que posso dar, além dos exercícios é que caso não possa ir a uma academia neste momento e nem consultar um profissional do exercício para prescrever exercícios corretos, que evite estar no sofá por muito tempo, assistir televisão por muito tempo, o que chama comida.

É bom praticar caminhadas todos os dias da semana ao sair de casa, para fazer qualquer outra coisa como ir ao supermercado, em vez da comodidade dos automóveis. Outra dica interessante é subir escadas, em vez de usar o elevador. A princípio, esta recomendação pode não trazer os resultados do emagrecimento da maneira mais eficaz, mas vai trazer a vantagem psicológica de tirá-lo da uma zona de conforto e tornar sua vida mais ativa até o momento que poderá consultar um profissional e investir mais na sua saúde e qualidade de vida.

Obs(*): Há uma diferença entre emagrecimento e massa gorda, pois o primeiro se refere a perda total de peso cororal e redução da massa gorda é estritamente e perda de peso gordo, isto é, massa gorda. Em uma avaliação funcional da composição corporal é colocado também como redução do percentual de gordura.

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02/06/17 Musculação , Nutrição , Saúde , Treinamentos # , , , , , , , ,

4 dicas da nutrição para eliminar a gordura visceral

4 dicas da nutrição para eliminar a gordura visceral

gordura abdominal, exercício, balança, personal trainerUma das maiores dificuldades para quem quer fazer hipertrofia muscular e definir o “shape” é a alimentação. Muitas pessoas confundem emagrecimento com redução da massa gorda, então, se já se exercita e segue um programa dietético, segue aqui 4 (quatro) dicas para ajudar a reduzir ao máximo essa gordura central que muita gente reclama:

1 – Se não está conseguindo ganhar peso, a sugestão é comer mais carboidratos e proteínas em duas de suas refeições diárias.

2 – Se você está ganhando peso, mas em gordura. Retire os carboidratos de suas duas últimas refeições do dia, exceto a refeição do pós-treino, pois logo após o treinamento, a recomendação é comer carboidratos de alto índice glicêmico, pois liberam energia imediata por meio da liberação de glicose no sangue.

3 – Se está ganhando peso e perdendo massa gorda. Pode comer o dobro de carboidratos e mais proteínas em todas as refeições.

4 – Às vezes acontece de determinada quantidade de carboidratos e proteínas trazer os resultados estéticos que deseja, mas neste momento está ganhando gordura. Nesse caso, elimine os carboidratos das duas refeições finais do dia. Se o nível de gordura cair em 15 dias, aumente os carboidratos de novo.

A maneira de mensurar a massa gorda é por meio do exame da composição corporal com a utilização de um plicômetro, bioimpedância e perimetria de membros com a utilização da trena antropométrica, assim é possível acompanhar a progressão dos resultados de maneira mais eficaz, e determinar a periodização do programa de treinamento de acordo com a avaliação dos dados obtidos.

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